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Passaporte dos EUA não pode ser renovado em casos de dano, perda ou emissão na infância

Leonardo Monteiro

Cidadãos norte-americanos que pretendem manter o passaporte válido precisam observar novas limitações estabelecidas pelo Departamento de Estado. A pasta detalhou situações em que a simples renovação não é aceita, obrigando o solicitante a iniciar o processo padrão de primeira emissão. As restrições abrangem documentos danificados, extraviados, roubados, emitidos antes dos 16 anos de idade, com mais de 15 anos de emissão ou que não corresponpam ao nome legal atual sem comprovação de mudança.

De acordo com as diretrizes oficiais, qualquer vestígio de dano físico, mesmo que superficial, invalida a renovação. Passaportes rasgados, molhados, com páginas faltantes ou capa comprometida devem ser substituídos por um novo documento. A mesma exigência vale para casos de perda ou furto, ainda que o titular possua cópias ou registros digitais. Nesses cenários, a autoridade consular orienta o preenchimento do Formulário DS-11, utilizado para solicitações iniciais.

Outra barreira ocorre quando o passaporte foi expedido antes de o portador completar 16 anos. Segundo o governo, documentos infantis têm validade reduzida justamente pela rápida mudança facial nessa faixa etária. Assim, mesmo que o passaporte ainda esteja dentro do prazo impresso, não há possibilidade de renovação; será sempre necessário solicitar um novo.

Também ficam impedidos de renovar os cidadãos cujo passaporte foi emitido há mais de 15 anos. O Departamento de Estado justifica o limite temporal alegando atualização de tecnologia de segurança, fotografia e dados biométricos. Depois desse período, o portador deve submeter novamente toda a documentação exigida para emissão original.

Quem mudou de nome legal e não dispõe de prova documental enfrenta igual obstáculo. Se o passaporte exibe um nome diferente do registrado atualmente em certidões civis, o órgão consular exige confirmação oficial da alteração, como certidão de casamento, divórcio ou decisão judicial. Na ausência desses comprovantes, o procedimento de renovação é negado.

Para solicitar o passaporte do zero, o candidato deve comparecer pessoalmente a uma agência de aceitação ou embaixada portando o Formulário DS-11 preenchido, fotografia recente, documento de identidade e prova de cidadania. As taxas permanecem em US$ 160 pela emissão do passaporte e US$ 35 referentes à tarifa de aceitação, totalizando US$ 195. O pagamento pode ser feito por ordem bancária, cartão ou cheque, conforme a unidade de atendimento.

Além dos valores, o Departamento de Estado recomenda atenção aos prazos. Solicitações regulares costumam levar de seis a oito semanas para serem concluídas, mas o período pode variar conforme a demanda. Há serviços de urgência disponíveis mediante pagamento adicional, destinados a quem possui viagem iminente ou necessidade médica comprovada.

As novidades sobre passaportes surgem em meio a um ambiente político marcado por debates migratórios. Pesquisas divulgadas recentemente pela CNN e pela CBS indicam queda no apoio a medidas de deportação em larga escala. Segundo os levantamentos, 57% dos estadunidenses se posicionam contra a criação de centros de detenção em massa e às diretrizes adotadas pelo presidente Donald Trump para reforçar o controle de fronteiras.

Trump foi reconduzido à Casa Branca no pleito do ano passado e, durante a campanha, prometeu intensificar a expulsão de imigrantes em situação irregular. Seis meses após o início do novo mandato, os dados mostram recuo na aceitação popular dessas iniciativas. Analistas ouvidos pelas emissoras atribuem a mudança ao impacto econômico de possíveis deportações em setores como agricultura, construção e serviços, além de preocupações humanitárias levantadas por organizações de direitos civis. Apesar da redução no apoio, a Casa Branca ainda não sinalizou ajuste nas políticas atuais.

Para os viajantes que precisarem solicitar ou substituir o passaporte, o governo norte-americano recomenda programar a operação com antecedência, levando em conta períodos de alta procura. O planejamento prévio reduz o risco de atrasos em viagens internacionais e evita custos adicionais com processamento emergencial.

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Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
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