A Air Canada suspendeu todas as operações regulares da companhia principal e da subsidiária Air Canada Rouge após o início de uma greve de seus comissários de bordo. A paralisação, conduzida pelo Sindicato Canadense dos Empregados Públicos (CUPE), começou às 00h58 do horário do Leste em 16 de agosto de 2025 e envolve cerca de 10 mil profissionais responsáveis pelo atendimento em cabine.
De acordo com a empresa, a interrupção atinge diretamente uma malha diária de aproximadamente 700 voos. O impacto estimado é de 130 mil passageiros por dia enquanto durar o movimento grevista. Já os serviços operados sob a marca Air Canada Express, executados por transportadoras terceirizadas, continuam funcionando normalmente, assim como as operações da regional PAL Airlines, que não fazem parte do mesmo acordo coletivo.
O aviso legal de greve foi entregue pelo CUPE em 13 de agosto, iniciando a contagem de 72 horas prevista na legislação trabalhista canadense. Durante esse período, a Air Canada reduz gradualmente a programação para diminuir transtornos e ajustar a logística operacional. Ainda assim, todas as partidas programadas para a própria Air Canada e para a Rouge foram suspensas assim que o prazo expirou e a paralisação foi confirmada.
A empresa orienta os clientes afetados a não se deslocarem aos aeroportos, a menos que possuam bilhetes confirmados em companhias aéreas distintas da Air Canada ou da Air Canada Rouge. Passageiros com voos cancelados receberão comunicações diretas sobre as opções disponíveis, que incluem remarcação sem cobrança adicional ou a emissão de crédito para uso futuro. Informações detalhadas e instruções de reacomodação estão sendo publicadas em aircanada.com/action.
Para quem ainda mantém passagens em trechos que não foram oficialmente cancelados, a transportadora disponibilizou uma política de cortesia válida para datas próximas. Nesses casos, o passageiro pode antecipar a saída, adiar a viagem ou optar pelo crédito para utilização posterior, sem pagamento de multa ou diferença tarifária. As regras específicas variam conforme o itinerário e a classe de serviço originalmente adquirida.
A companhia afirma permanecer engajada em negociações intensivas com o CUPE para firmar um novo acordo coletivo e restabelecer as operações normais o quanto antes. Até o momento, não há prazo definido para o término da greve. A Air Canada reforça ter alocado equipes adicionais nos centros de atendimento telefônico e em canais digitais para agilizar respostas, embora reconheça que o volume elevado de solicitações pode prolongar o tempo de espera.
Enquanto as conversas com o sindicato prosseguem, passageiros com itinerários urgentes são aconselhados a buscar alternativas em outras transportadoras. A procura por assentos em rotas domésticas e internacionais deve aumentar, sobretudo nos principais hubs canadenses, como Toronto Pearson, Vancouver e Montreal-Trudeau. A continuidade dos voos regionais da Air Canada Express oferece, em alguns casos, conexões limitadas, mas não supre a capacidade habitual da malha principal.

Imagem: Divulgação via brasilturis.com.br
A paralisação ocorre em um momento de elevada demanda por viagens, marcada pelas férias de verão no hemisfério norte. Impactos adicionais podem ser verificados em hotéis, locadoras de veículos e empresas de turismo, diante do remanejamento de itinerários. Operadores de serviços em solo, despachantes de carga e autoridades aeroportuárias monitoram o fluxo de passageiros para minimizar filas e aglomerações nas áreas de check-in e segurança.
O CUPE, que representa os comissários, alega a necessidade de avanços em questões salariais, jornada de trabalho e condições de saúde e segurança a bordo. A direção da Air Canada reconhece a legitimidade das reivindicações, porém enfatiza a importância de equilíbrio financeiro para sustentar investimentos e garantir competitividade no mercado internacional.
A greve dos comissários não interfere nas operações cargueiras dedicadas da Air Canada Cargo, que continuam a decolar sob regime especial de contingência. Contudo, embarques direcionados a aeronaves de passageiros poderão enfrentar reprogramação, pois parte da capacidade de porão fica temporariamente indisponível. Clientes corporativos e agentes de carga devem conferir status de reserva com antecedência.
Autoridades de aviação civil acompanham o desenrolar das negociações, mas, até o momento, não houve determinação governamental para mediação obrigatória. Especialistas destacam que a legislação no Canadá permite greves de funcionários de companhias aéreas, desde que cumpridos os requisitos de notificação, o que foi observado no presente caso. A expectativa é de que um eventual acordo inclua temas como remuneração, escalas, folgas e benefícios de longo prazo.
Os passageiros que precisarem reorganizar suas viagens podem consultar ofertas de passagem aérea em portais especializados, bem como comparar preços de aluguel de veículos, hospedagem e pacotes turísticos. Embora o cenário permaneça incerto, manter-se informado sobre atualizações oficiais e verificar opções de flexibilidade pode reduzir transtornos.




