O setor de turismo brasileiro registrou avanço de 6,1% entre janeiro e julho de 2025 na comparação com o mesmo intervalo do ano anterior, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado confirma a trajetória de crescimento iniciada em junho de 2024 e mantém o ritmo de expansão por 14 meses consecutivos.
O índice que mede o volume de atividades ligadas ao turismo engloba receitas de empresas de transporte aéreo de passageiros, serviços de reservas relacionadas a hospedagem, hotéis, bufês e restaurantes. Essas categorias sustentaram a maior parte do desempenho positivo no acumulado do ano, refletindo maior movimentação de viajantes e aquecimento do consumo em serviços associados a viagens.
Entre as 17 unidades da federação pesquisadas, 14 apresentaram variação positiva no período. Os destaques foram:
• Rio de Janeiro: alta de 12,7%
• Rio Grande do Sul: 10,8%
• Bahia: 8,4%
• São Paulo: 6,0%
• Paraná: 5,8%
• Santa Catarina: 5,6%
Esses estados concentram importantes polos emissores e receptores de visitantes, além de contar com infraestrutura consolidada para eventos, lazer e negócios. O crescimento expressivo do Rio de Janeiro, por exemplo, foi favorecido pela retomada de voos internacionais e pela realização de grandes eventos corporativos e culturais ao longo do primeiro semestre de 2025.
Na comparação interanual de julho, o índice nacional subiu 3,3% frente ao mesmo mês de 2024, consolidando o 14º resultado mensal positivo em sequência. O desempenho de julho foi impulsionado principalmente pelos segmentos de transporte aéreo, serviços de bufê e reservas de hospedagens, reforçando a tendência observada no acumulado do ano.
Do ponto de vista regional, o Rio Grande do Sul registrou o maior avanço em julho, com crescimento de 18,6% em relação a julho de 2024. Em seguida aparecem São Paulo, com aumento de 4,9%, e Rio de Janeiro, com 4,7%. Esses três estados representam significativa parcela do fluxo turístico nacional e contam com ampla malha aeroportuária, rede hoteleira diversificada e oferta de gastronomia e eventos.
A sequência de resultados positivos reflete, em grande parte, a recuperação da demanda reprimida durante o período de restrições sanitárias. A ampliação da oferta de voos e a adoção de estratégias promocionais por companhias aéreas e estabelecimentos de hospedagem também contribuíram para elevar a receita do setor. Segundo o IBGE, o transporte aéreo permanece como principal motor do crescimento, impactando diretamente os indicadores de reservas, hotéis, bufês e restaurantes.

Imagem: panrotas.com.br
No acumulado dos últimos 12 meses, a atividade turística registra variação de 5,7%, indicando consolidação da recuperação. A taxa mostra desaceleração moderada em relação ao auge da retomada verificada em 2024, mas mantém tendência de expansão acima da média de serviços no país.
Apesar do cenário favorável, o desempenho não é homogêneo entre os estados. Três unidades federativas registraram queda no acumulado de janeiro a julho de 2025, sinalizando desafios pontuais, como menor oferta de voos regionais ou menor ritmo de eventos corporativos. Os resultados, contudo, não foram suficientes para reverter a trajetória de alta do indicador nacional.
Especialistas observam que a manutenção do crescimento dependerá da continuidade da oferta competitiva de transporte e da estabilidade dos custos operacionais, especialmente combustíveis e alimentação. A retomada de feiras internacionais, congressos e festivais previstos para o segundo semestre também é considerada fator relevante para sustentar o fluxo de turistas e as receitas de serviços associados.
Para os próximos meses, o IBGE seguirá monitorando o desempenho dos subsetores que integram o índice de atividades turísticas. O órgão destaca que a evolução do transporte aéreo continuará sendo determinante para o ritmo do indicador, enquanto a demanda por hospedagem e alimentação tende a acompanhar o calendário de alta temporada do verão 2025/2026.
Com 14 meses de resultados positivos e crescimento acumulado superior a 6% em 2025, o turismo reforça sua importância na geração de emprego e renda em diversas regiões do país, movimentando cadeias produtivas que vão do transporte ao entretenimento.




