CVC atinge 20 conversões de agências e acelera expansão figital pelo interior do país

Leonardo Monteiro

A CVC Corp iniciou 2025 mantendo o foco na transformação de agências de viagens multimarcas em unidades franqueadas exclusivas. Até 8 de abril, 20 contratos desse tipo foram concluídos em diferentes regiões do País, número que pode chegar a 60 até dezembro, de acordo com projeção do presidente-executivo Fabio Godinho. O movimento é conduzido pelos executivos Roberto Vertemati, responsável pela área de Expansão, e Renato Alves, diretor de Novos Canais de Vendas.

Meta de 60 conversões em 2025

Os 20 primeiros acordos firmados representam a etapa inicial de um plano amplamente divulgado pela companhia durante a WTM Latin America. Segundo a diretoria, mais que o dobro desse total está em negociação, impulsionado por agentes interessados em migrar para o modelo de franquia. Vertemati e Alves afirmam que a meta otimista de 60 conversões será perseguida ao longo do ano com a mesma estratégia aplicada em 2024, quando o foco recaiu sobre o canal B2C.

Benefícios para o franqueado

A CVC informa que o franqueado passa a contar com plataforma tecnológica própria, suporte de um gerente regional, campanhas de marketing e integração a processos internos que utilizam inteligência artificial. A adoção de IA, segundo a empresa, já auxilia na captação de clientes e na automatização de tarefas operacionais. Os executivos projetam um potencial de aumento de vendas de até 40% para quem ingressa na rede, sem que o agente perca a autonomia sobre o relacionamento local. Atualmente, 48% dos franqueados têm mais de uma década de parceria, indicador usado pela companhia para reforçar a estabilidade do modelo.

Interiorização e conceito figital

A expansão privilegia cidades de médio porte onde a presença de marcas nacionais ainda é limitada. Nesses municípios, a companhia adota o conceito figital — integração entre presença física e atendimento digital — para ampliar o alcance do ponto de venda sem elevar custos. O raio de atuação de cada loja, que antes girava em torno de três quilômetros, chega a 30 quilômetros graças ao atendimento via redes sociais, aplicativos de mensagens e ferramentas de videoconferência.

Com o novo formato, os espaços físicos podem ser menores, reduzindo investimentos em aluguel e estrutura. Vertemati argumenta que o cliente busca cada vez mais a consultoria inicial on-line e, em muitos casos, conclui todo o processo sem ir à loja. Quando o encontro presencial ocorre, costuma ser pontual, permitindo que o franqueado opere em áreas de 20 a 30 metros quadrados, em contraste com os 50 metros quadrados exigidos no passado.

Análise de mercado antes da abertura

Cada conversão passa por um comitê interno que avalia viabilidade financeira, potencial de mercado e risco de canibalização entre unidades. O estudo abrange desde densidade populacional até a existência de concorrentes diretos. Caso o local não atenda aos critérios, a empresa orienta o interessado a buscar outro ponto ou postergar a abertura. Essa prática, segundo Alves, visa proteger a rentabilidade de lojas já existentes e garantir sustentabilidade ao novo franqueado.

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Imagem: panrotas.com.br

Experiência de novos parceiros

Agentes que já concluíram a migração relatam incremento de público e facilidade na aprovação de financiamentos e parcelamentos oferecidos pela operadora. Em Ponta Porã (MS), o sócio-proprietário Matheus Pasini observa que a visibilidade da marca nacional atraiu consumidores que não frequentavam a antiga agência. No Pará, Elenilton Marques destaca o acesso a um portfólio amplo de produtos e a adoção plena do modelo figital como fatores que impulsionaram o desempenho de suas três lojas.

Próximos passos

A diretoria trabalha com um cronograma que combina conversões e abertura de novas franquias em mercados considerados maduros ou estratégicos. A seleção inclui municípios sem presença da marca e localidades onde estudos apontam demanda suficiente para uma segunda unidade. Vertemati reforça que os treinamentos operacionais e gerenciais são padronizados, permitindo que o franqueado se conecte a canais de marketing nacional, como televisão, rádio, mídias sociais e iniciativas segmentadas via Google.

Mesmo com a previsão de até 60 conversões neste ano, a companhia afirma que não há prazo final para encerrar o programa. O objetivo, segundo Alves, é manter um pipeline constante de leads qualificados, aproveitando o interesse gerado por transformações tecnológicas no setor de viagens. A mensagem dirigida aos agentes indecisos destaca que, diante do avanço da inteligência artificial e da digitalização do atendimento, a aliança com uma marca forte pode garantir competitividade na próxima década.

Enquanto trabalha para atingir a meta, a CVC segue avaliando novos mercados e mantendo diálogo com profissionais que já atuam nas regiões-alvo. O modelo figital continuará no centro da estratégia, reforçando a proposta de conciliar atendimento personalizado e recursos tecnológicos para ampliar a presença da rede no interior do Brasil.

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Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
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