São Paulo – O Grupo Latam firmou um acordo com a Embraer para a aquisição de até 74 aeronaves E195-E2, modelo de corredor único projetado para voos de curta e média distância. O pedido envolve 24 unidades com entrega garantida e opção de compra de outras 50. As primeiras entregas estão programadas para o segundo semestre de 2026, iniciando pela frota da Latam Airlines Brasil e, posteriormente, podendo ser distribuídas entre outras afiliadas do grupo.
Valor e composição do pedido
O contrato referente às 24 aeronaves em pedido firme está avaliado em aproximadamente US$ 2,1 bilhões, considerando os valores de tabela divulgados pela fabricante. Caso todas as 50 opções sejam exercidas, a encomenda poderá totalizar 74 jatos, ampliando significativamente a participação do modelo na malha regional da companhia.
Objetivo estratégico
A Latam informou que a nova frota tem como finalidade ampliar a conectividade dentro da América do Sul, abrindo rotas para novos destinos e oferecendo maior número de frequências nos mercados já atendidos. A empresa calcula que, com o reforço operacional proporcionado pelos E195-E2, sua rede de passageiros poderá atingir até 195 cidades. Hoje, o grupo atende 160 destinos, número que vem crescendo desde 2021, quando estavam disponíveis 129 rotas.
Características do Embraer E195-E2
O E195-E2 possui configuração interna 2-2 e é equipado com motores Pratt & Whitney GTF, tecnologia fly-by-wire de última geração e aprimoramentos aerodinâmicos. Segundo a Embraer, essas melhorias reduzem o consumo de combustível por assento em até 30% em comparação com jatos da geração anterior, fator considerado determinante para a escolha do modelo pela companhia aérea.
Atual composição da frota Latam
Antes da nova encomenda, a frota do Grupo Latam é formada por 362 aeronaves: 283 Airbus de corredor único, 3 Airbus wide-bodies em leasing de curto prazo, 56 Boeing wide-bodies e 20 cargueiros Boeing. A introdução do E195-E2 adicionará versatilidade aos hubs regionais, permitindo a adequação de capacidade de acordo com a demanda de cada mercado e o fortalecimento de operações ponto a ponto dentro do continente.
Expansão regional desde 2021
Nos últimos quatro anos, a empresa tem concentrado esforços na ampliação de voos domésticos e regionais. O aumento de 24% no número de destinos atendidos desde 2021 reflete esse movimento, que busca tornar a malha do grupo a mais abrangente da América do Sul. A combinação de alcance, eficiência de combustível e menor custo operacional do E195-E2 foi apontada pela companhia como fator chave para sustentar a continuidade desse plano de expansão.

Imagem: panrotas.com.br
Próximos passos
Com a entrega das primeiras unidades a partir de 2026, a Latam pretende distribuir os jatos inicialmente pela operação brasileira, utilizando-os em trajetos de média densidade e em mercados onde aeronaves maiores não são economicamente viáveis. A companhia também avalia a possibilidade de empregar o modelo em rotas regionais de outras afiliadas, o que dependerá da evolução da demanda em cada país.
Impacto na conectividade
A introdução dos E195-E2 deve aumentar a flexibilidade de combinação de aeronaves nos principais hubs, o que, segundo o grupo, facilitará o ajuste de frequências e a criação de novos pares de cidades dentro da rede. Com mais opções de capacidade, a Latam prevê conectar comunidades atualmente sem voos diretos regulares, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social das localidades atendidas.
Eficiência operacional
Além da redução no consumo de combustível, o E195-E2 oferece menor emissão de carbono por assento, característica que se traduz em custos operacionais mais baixos e em alinhamento com metas ambientais do setor aéreo. A configuração 2-2 também elimina o assento do meio, gerando maior conforto para passageiros nos voos de curta e média duração.
O acordo com a Embraer reforça a estratégia da Latam de combinar diferentes famílias de aeronaves para adaptar capacidade, otimizar custos e ampliar a participação de mercado na região. A conclusão do negócio ainda depende do exercício das opções de compra e do cronograma de entregas acordado entre as partes, mas marca um dos maiores pedidos de jatos da fabricante brasileira em 2024.




