Objetos inusitados integram lista de itens perdidos em voos e áreas da Azul

Leonardo Monteiro

A Azul Linhas Aéreas realizou um levantamento sobre itens encontrados em suas aeronaves e em áreas sob sua responsabilidade nos aeroportos entre janeiro e julho de 2025. Nesse período, tripulantes e equipes terrestres recolheram 3.652 objetos esquecidos por passageiros após o desembarque. O número representa leve redução em relação aos 3.794 artigos registrados no mesmo intervalo de 2024, indicando pequena melhora na atenção dos viajantes aos pertences pessoais.

O estudo aponta o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, como o local com maior volume de achados. Em seguida aparecem Belo Horizonte (Confins), Recife (Guararapes), Brasília (Juscelino Kubitschek) e Curitiba (Afonso Pena). A predominância desses terminais reflete a alta concentração de voos operados pela companhia nessas bases.

Objetos mais recorrentes

Documentos lideram com folga a relação de artigos perdidos. Carteiras de identidade, passaportes, cartões de embarque e outros comprovantes costumam escorregar de bolsos ou serem deixados nos bolsões de assento, segundo a empresa. Completam o top cinco itens mais recorrentes fones de ouvido, óculos, nécessaires e bolsas de mão.

Itens inusitados

Além dos objetos usuais, a lista inclui exemplos incomuns. As equipes encontraram um rolo de papel higiênico com dedicatória deixado no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, além de dentaduras, acessórios íntimos, muletas e até uma tampa de panela. A variedade reforça a diversidade de artigos que podem ser esquecidos em meio à rotina de viagens.

Procedimentos para recuperar pertences

Segundo a Azul, mais de 95% dos artigos catalogados não são reivindicados pelos proprietários. A incidência cresce em períodos de férias e feriados prolongados, quando o fluxo de passageiros aumenta. As regras da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o contrato de transporte da companhia deixam claro que a responsabilidade pela guarda de itens pessoais e da bagagem de mão é exclusiva do passageiro.

A empresa mantém os pertences localizados armazenados inicialmente no aeroporto onde foram encontrados. O prazo nesse local é de até 30 dias. Após esse período, os itens são encaminhados ao depósito central da Azul, em Campinas, onde permanecem por mais 60 dias. Caso não sejam procurados dentro dos 90 dias totais, os objetos são doados a instituições de caridade ou descartados de forma adequada, conforme orientações internas.

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Imagem: melhoresdestinos.com.br

Orientações ao passageiro

Quem identificar a falta de um pertence deve dirigir-se ao balcão da Azul no aeroporto de desembarque com as informações essenciais: número do voo, data, horário de partida e chegada, assento ocupado, descrição detalhada do objeto e dados de contato. Se o atendimento presencial não for possível, o passageiro pode comunicar a perda pelo call center ou pelo chat on-line da empresa assim que notar o esquecimento.

Ao registrar a ocorrência, as equipes consultam o banco de dados de achados e perdidos e, quando o item é localizado, contatam o proprietário para combinar a devolução. Dependendo do tipo de objeto e da cidade onde se encontra, a retirada pode ser feita no próprio aeroporto ou via remessa para endereço informado pelo cliente, mediante pagamento de eventual frete.

Prevenção de esquecimentos

Para reduzir incidentes, a companhia recomenda que documentos e objetos menores sejam guardados em compartimentos fechados, como bolsos com zíper ou bolsas internas da mochila. No momento do desembarque, a orientação é verificar bolsões do assento, bolsões da poltrona à frente, bagageiro superior e área ao redor dos pés antes de sair da aeronave.

O levantamento reforça a importância de cuidados simples durante a viagem aérea. Em sete meses, milhares de itens — de papéis essenciais a objetos de uso pessoal — foram abandonados nos aviões e nos terminais. Apesar de o procedimento para resgate estar disponível, a grande maioria permanece sem dono, o que acaba gerando doações ou descarte ao fim do prazo regulamentar.

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Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
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