Aeroporto de San Diego inaugura Terminal 1 com biometria facial e quiosques de autoatendimento

Leonardo Monteiro

O Aeroporto Internacional de San Diego (SAN), na Califórnia, colocou em operação o novo Terminal 1, estrutura concebida para acelerar processos de embarque, desembarque e controle de segurança por meio de soluções digitais integradas. A entrega ocorreu em 23 de setembro de 2025, dentro do cronograma de um investimento estimado em US$ 3 bilhões.

Com 111 mil m² de área construída e 30 portões, o terminal incorpora tecnologias fornecidas pela Sita, empresa especializada em sistemas para a indústria aérea. Entre os recursos instalados estão 66 quiosques de autoatendimento modelo TS6, terminais de biometria facial US Exit, sinalização dinâmica em tempo real e painéis que indicam o tempo de espera nas filas de segurança.

O conjunto de quiosques permite que passageiros realizem etapas como check-in, emissão de etiquetas de bagagem e seleção de assento sem o auxílio direto de funcionários. Já os pontos de reconhecimento facial automatizam a verificação de identidade nos processos de embarque e imigração, reduzindo a necessidade de documentos impressos e diminuindo o tempo de atendimento.

Para tornar a operação mais flexível, o terminal utiliza a plataforma CUPPS (Common Use Passenger Processing System) nos balcões tradicionais de check-in e nos portões de embarque. A ferramenta possibilita que companhias aéreas compartilhem os mesmos equipamentos, adaptando-se rapidamente a alterações de malha ou variação de demanda, sem alterações físicas no layout.

A Southwest Airlines, responsável por mais de metade dos voos que partem ou chegam a San Diego, é a principal usuária da nova estrutura. A concepção modular do espaço, contudo, abre margem para que outras empresas ajustem seus horários ou ampliem frequências conforme a necessidade, sem comprometer a eficiência do terminal.

De acordo com a administração do aeroporto, a participação da Sita desde as fases iniciais de planejamento foi decisiva para manter o projeto dentro do prazo e do orçamento. A estratégia adotada integrou sistemas de autoatendimento, biometria e sinalização antes mesmo do início das obras, minimizando riscos de incompatibilidade tecnológica na etapa final.

O sistema de exibição Sita Airport Vision, empregado em totens e telas suspensas, fornece informações atualizadas sobre status de voos, localização de portões e tempos de espera nos pontos de segurança. A ferramenta pode ser ajustada em tempo real, permitindo respostas imediatas a imprevistos operacionais ou mudanças climáticas.

A implantação dessas soluções foi alinhada às diretrizes de segurança da Administração de Segurança do Transporte dos Estados Unidos (TSA) e às normas de proteção de dados pessoais do país. Segundo a direção do aeroporto, os processos adotados cumpriram as exigências de privacidade previstas pela lei local e pelos regulamentos federais aplicáveis à aviação civil.

Com a abertura do Terminal 1, o Aeroporto de San Diego espera ampliar a capacidade de atendimento, reduzindo congestionamentos em horários de pico e melhorando o fluxo de passageiros nos demais terminais. A estrutura também foi projetada para incorporar novas ferramentas digitais no futuro, como portões de embarque totalmente automatizados e sistemas de monitoramento de bagagens baseados em RFID.

Além do ganho operacional, a administração destaca a possibilidade de analisar dados gerados pelos dispositivos conectados para aprimorar planejamento de equipes, prever picos de demanda e direcionar recursos para pontos críticos do terminal. Informações agregadas sobre fluxo de passageiros, tempos médios de processamento e ocupação de portões devem subsidiar decisões estratégicas de curto e longo prazo.

Outro diferencial do projeto é a adoção de sinalização digital adaptativa, capaz de alterar cores, ícones e mensagens de acordo com o contexto. Em caso de mudanças de portão, atrasos ou necessidades de evacuação, os monitores atualizam o conteúdo simultaneamente, orientando os viajantes de forma clara e reduzindo o volume de anúncios sonoros.

O investimento de US$ 3 bilhões também contemplou melhorias em infraestrutura de suporte, como sistemas de energia, climatização e conectividade. Foram instalados pontos de recarga USB e estações de trabalho em áreas comuns, atendendo às demandas de passageiros que utilizam dispositivos eletrônicos durante a permanência no aeroporto.

Com a inauguração, o Aeroporto Internacional de San Diego reforça sua posição entre os hubs norte-americanos que apostam em automação para otimizar serviços. A aposta em biometria facial, quiosques compartilhados e gestão de dados em tempo real busca equilibrar segurança, eficiência operacional e experiência do usuário, fatores considerados cruciais para acompanhar o crescimento projetado do tráfego aéreo nos próximos anos.

As autoridades locais avaliam que o modelo adotado em San Diego pode servir de referência para outras instalações nos Estados Unidos e no exterior, especialmente em projetos que envolvem múltiplas companhias aéreas e exigem flexibilidade para absorver variações de fluxo sem comprometer a segurança ou o conforto dos viajantes.

Compartilhe este artigo
Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
Nenhum comentário