A Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) promove nesta quarta-feira, 20 de agosto, às 17h, a apresentação do Index 2025, estudo que consolida indicadores macroeconômicos e projeções voltadas a orientar o planejamento financeiro de empresas que gerenciam viagens e eventos de negócios. A sessão, direcionada exclusivamente aos associados, ocorre em formato virtual na plataforma Microsoft Teams.
Desenvolvido em parceria com o economista Guilherme Dietze, presidente do Conselho de Turismo da FecomercioSP, o documento reúne dados sobre Produto Interno Bruto (PIB), inflação, taxa básica de juros, câmbio e contas públicas. O material também traz avaliações sobre o ambiente fiscal brasileiro, a influência do calendário eleitoral e os reflexos de fatores geopolíticos na tomada de decisão de gestores de viagens corporativas.
O estudo apresenta três cenários — conservador, neutro e otimista — para apoiar a elaboração de orçamentos anuais, revisão de contratos e negociações com fornecedores. Cada cenário é acompanhado de estimativas de variação de custos, permitindo que as empresas ajustem previsões de gasto conforme mudanças econômicas ao longo de 2025.
De acordo com a Alagev, um dos objetivos centrais do Index é oferecer aos profissionais informações que permitam maior previsibilidade na administração de despesas relacionadas a passagens aéreas, hospedagem, locação de veículos, combustíveis e serviços terceirizados. Ao antecipar tendências de preços e identificar pressões inflacionárias, o estudo contribui para estratégias de contenção de custos e otimização de investimentos em deslocamentos corporativos.
A edição 2025 também analisa o impacto de reajustes contratuais indexados à inflação e à variação cambial, pontos que afetam diretamente acordos com companhias aéreas, redes hoteleiras e fornecedores de serviços terrestres. Além disso, avalia como oscilações nos preços do petróleo podem alterar tarifas de combustível, gerando efeitos em cadeia na precificação de transporte aéreo e rodoviário.
Outro tópico abordado é o risco geopolítico, fator que pode provocar volatilidade cambial, alterar rotas aéreas e modificar a percepção de segurança em determinados destinos de negócios. O Index examina possíveis repercussões de tensões internacionais sobre investimentos corporativos, bem como a influência de sanções comerciais e mudanças regulatórias na organização de eventos fora do país.
Para facilitar a aplicação prática das informações, o material apresenta painéis comparativos que cruzam projeções de inflação setorial com a média de variação de preços de serviços turísticos. Os gestores podem, assim, identificar discrepâncias entre índices gerais e aumentos específicos de itens como diárias hoteleiras ou locação de salas de reunião, adequando políticas internas de viagens.

Imagem: divulgação via brasilturis.com.br
Durante a sessão desta quarta-feira, a programação prevê uma abertura institucional conduzida pela diretoria da Alagev, seguida da explanação técnica de Guilherme Dietze. Ao final, os associados terão espaço para enviar perguntas e esclarecer dúvidas sobre premissas, metodologia e possíveis aplicações do Index em seus processos de planejamento.
Segundo informações da diretoria-executiva da entidade, a iniciativa reforça o compromisso da associação em disponibilizar conteúdo estratégico que auxilie as empresas a mitigar riscos financeiros e aprimorar a gestão de despesas. A Alagev avalia que, ao traduzir indicadores macroeconômicos em referências objetivas para o dia a dia dos profissionais, o estudo fortalece a tomada de decisão baseada em dados e aumenta a eficiência da cadeia de viagens e eventos corporativos.
O documento completo ficará disponível para download na área restrita aos associados logo após a apresentação, permitindo consulta permanente ao longo do próximo ano. A entidade recomenda que as empresas utilizem o Index em conjunto com relatórios internos de consumo para alinhar projeções às particularidades de cada operação.
Com a publicação do Index 2025, a Alagev consolida a série de estudos anuais iniciada em edições anteriores e mantém a proposta de atualizar o conteúdo a cada ciclo econômico. A associação destaca que novas versões poderão ser liberadas caso indicadores macroeconômicos apresentem desvios significativos em relação às premissas originais, garantindo que os gestores tenham acesso a informações atualizadas para orientar suas decisões ao longo de 2025.




