Ciberataque em sistema de check-in provoca atrasos em aeroportos de Bruxelas, Berlim e Londres

Leonardo Monteiro

Um ataque cibernético aos sistemas de check-in e despacho de bagagem de uma fornecedora de tecnologia aérea causou atrasos e cancelamentos em alguns dos principais aeroportos da Europa na manhã deste sábado, 20 de julho. O incidente afetou diretamente os terminais de Bruxelas, na Bélgica, Brandenburg, em Berlim, na Alemanha, e Heathrow, em Londres, no Reino Unido, exigindo a adoção de procedimentos manuais para garantir a continuidade das operações.

A falha foi detectada na noite de sexta-feira, 19, quando a Collins Aerospace — empresa responsável pela infraestrutura eletrônica utilizada para emissão de cartões de embarque, etiquetas de bagagem e leitura automatizada de documentos — sofreu uma interrupção em seus sistemas. Sem acesso ao serviço automatizado, companhias aéreas e equipes de solo tiveram de recorrer ao atendimento presencial, o que reduziu o ritmo normal de processamento de passageiros nas primeiras horas do dia seguinte.

No Aeroporto de Bruxelas, o impacto foi imediato. Segundo a administração do terminal, nove voos foram cancelados, quatro tiveram de ser desviados para aeroportos alternativos e pelo menos 15 decolagens registraram atrasos superiores a uma hora na manhã de sábado. Com o sistema ainda instável, a estimativa para retorno completo da operação eletrônica não havia sido definida até o meio-dia local.

Representantes do aeroporto belga explicaram que, embora o processamento manual seja uma solução emergencial, a capacidade de atendimento cai substancialmente, sobretudo em períodos de pico. Passageiros foram orientados a chegar com antecedência adicional e a verificar o status dos voos antes de se deslocarem ao terminal.

Em Berlim, a administração de Brandenburg relatou que, até o fim da manhã, não houve cancelamentos diretamente ligados ao incidente. As partidas ocorreram com atrasos pontuais, e a direção do aeroporto reconheceu que o cenário poderia se alterar caso a instabilidade persistisse ao longo do dia. Equipes de solo foram redistribuídas para reforçar o atendimento nos balcões de check-in convencionais.

O Aeroporto de Heathrow, maior hub da Europa em número de passageiros, classificou o impacto como mínimo. Embora algumas companhias tenham registrado filas maiores nos balcões, não foram contabilizados cancelamentos associados ao ciberataque. A administração informou que vinha monitorando de perto a situação junto às equipes da Collins Aerospace e das companhias aéreas.

Em nota pública, a Collins Aerospace confirmou ter sofrido uma “disrupção cibernética” que limitou o acesso aos serviços de check-in eletrônico e despacho de bagagem. A empresa comunicou estar atuando para restaurar totalmente a plataforma e destacou que processos manuais podem ser acionados pelos aeroportos para mitigar o problema até a normalização completa.

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Imagem: panrotas.com.br

Ainda não foi divulgado se dados de passageiros ou informações operacionais sensíveis foram comprometidos durante o ataque. Autoridades aeroportuárias e a própria fornecedora de tecnologia destacaram que, até o momento, o incidente se restringe à indisponibilidade dos serviços, sem evidências de vazamento de dados.

Embora o tráfego aéreo na Europa costume apresentar variações sazonais significativas, os terminais afetados enfrentavam movimento dentro da média histórica para o período. Técnicos de segurança digital contratados pelos aeroportos permaneceram de prontidão para avaliar potenciais riscos adicionais, enquanto agentes de fronteira foram orientados a redobrar a verificação de documentos em razão da lentidão no processamento automatizado.

Diante do cenário, as administrações de Bruxelas, Brandenburg e Heathrow mantiveram recomendações semelhantes aos passageiros: checar o status dos voos nos canais oficiais antes de se dirigir ao aeroporto, chegar com antecedência maior que a habitual e considerar eventuais mudanças nas conexões. Companhias aéreas estabeleceram balcões temporários para remarcação de passagens e despacho manual de bagagens.

Até o início da tarde, informações de monitoramento de tráfego indicavam redução gradual dos atrasos, mas a previsão de normalização integral dependia da plena recuperação dos sistemas da Collins Aerospace. A empresa afirmou que vem trabalhando em conjunto com especialistas em cibersegurança para identificar a origem do ataque e reforçar mecanismos de proteção contra novas tentativas.

O episódio reforça a vulnerabilidade de infraestruturas críticas a incidentes cibernéticos e ressalta a necessidade de planos de contingência eficazes para assegurar a continuidade de serviços essenciais em aeroportos de grande porte. Enquanto as investigações avançam, passageiros que pretendem viajar a partir dos terminais envolvidos seguem orientados a monitorar avisos atualizados e ajustar seus deslocamentos conforme a evolução do quadro.

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Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
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