Emirates restringe transporte e uso de power banks em voos a partir de 1º de outubro

Leonardo Monteiro

A Emirates introduziu uma nova política para o transporte de carregadores portáteis em seus voos. A partir de 1º de outubro de 2025, cada passageiro poderá embarcar com apenas um power bank, limitado a capacidade inferior a 100 watts-hora (Wh). O dispositivo deverá permanecer visível e acessível na cabine, mas não poderá ser utilizado para recarregar aparelhos nem conectado às tomadas de bordo. A companhia afirma que a medida responde a preocupações operacionais relacionadas a baterias de lítio e busca reduzir o risco de incidentes em voo.

As restrições valem para todos os trechos operados pela Emirates, tanto de passageiros partindo do Oriente Médio quanto em rotas internacionais cobrindo seis continentes. Os demais equipamentos eletrônicos, como notebooks, tablets e smartphones, continuam seguindo as normas habituais de bagagem de mão, desde que respeitem as recomendações de segurança para baterias recarregáveis.

Principais pontos da nova política

  • Permissão de apenas um power bank por passageiro, com capacidade inferior a 100 Wh.
  • Uso do carregador para reabastecer qualquer dispositivo eletrônico a bordo é proibido.
  • Recarga do próprio power bank nas tomadas da aeronave não é autorizada.
  • Informações de capacidade (Wh) devem estar claramente indicadas no corpo do produto.
  • O dispositivo deve ser mantido no bolso do assento ou em bolsa sob o assento à frente do passageiro.
  • Armazenamento no compartimento superior é vedado.
  • Transporte em bagagem despachada continua proibido, conforme regra já existente.

De acordo com a empresa, deixar o carregador ao alcance da tripulação facilita uma eventual intervenção em caso de superaquecimento. “Se ocorrer um foco de fogo, o acesso rápido é essencial para conter as chamas”, explica a área de segurança corporativa em nota. A Emirates justifica que uma revisão interna identificou crescimento no número de passageiros portando power banks e, paralelamente, aumento nos registros setoriais de falhas envolvendo baterias portáteis.

A decisão é descrita pela companhia como proativa, ou seja, não vinculada a um incidente específico a bordo de suas aeronaves. Ainda assim, o setor comercial da aviação tem relatado casos recentes. Na semana anterior ao anúncio, um voo da KLM que partia de São Paulo com destino a Amsterdã registrou fogo em um carregador portátil durante cruzeiro. A fumaça tomou parte da cabine, mas a tripulação controlou a situação, e o voo prosseguiu até o destino sem pouso de emergência. O episódio reforçou o debate sobre regras para dispositivos alimentados por células de lítio.

Segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), a maioria dos incidentes envolvendo baterias recarregáveis ocorre quando o equipamento está sendo carregado ou quando sofre dano físico. Por isso, companhias têm revisto políticas de uso a bordo e reavaliado local de armazenamento. A Emirates segue essa tendência ao proibir a alimentação de power banks pelas tomadas do assento e ao impor o porte de apenas uma unidade por passageiro.

A transportadora orienta clientes a verificarem a potência do dispositivo antes de se dirigir ao aeroporto. Caso o carregador supere 100 Wh, o passageiro deverá deixá-lo em casa ou descartá-lo de acordo com normas locais para itens eletrônicos, pois não será aceito nem como bagagem de mão nem como bagagem despachada. Em aeroportos onde a companhia opera, agentes de check-in e equipes de inspeção de segurança foram instruídos a reforçar a fiscalização.

Além de power banks, outras fontes de energia portáteis, como baterias de drones ou câmeras profissionais, permanecem permitidas, contanto que obedeçam às restrições de capacidade já estabelecidas na regulamentação internacional e sejam transportadas na cabine. Equipamentos médicos essenciais que requerem baterias de lítio continuam isentos das novas regras, desde que registrados previamente no momento da reserva.

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Imagem: melhoresdestinos.com.br

A Emirates recomenda que passageiros cheguem ao terminal com antecedência adicional para eventuais inspeções de bagagem. Informações atualizadas sobre itens restritos podem ser consultadas no site oficial da companhia ou com agentes de atendimento.

Ao adotar a nova regra, a empresa se alinha a outras transportadoras que já impõem limites parecidos para power banks. A evolução dessas políticas reflete o esforço do setor em equilibrar conveniência dos viajantes com a mitigação de riscos associados a dispositivos que utilizam baterias de alta densidade energética.

Não foram divulgadas mudanças nas normas envolvendo carregadores incluídos em malas inteligentes, mas a empresa ressalta que a bateria dessas malas deve ser removível e transportada dentro da cabine, seguindo o mesmo critério de capacidade máxima de 100 Wh.

Passageiros com conexão em voos operados por companhias parceiras são orientados a revisar as regras de cada transportadora, pois os limites podem variar. A Emirates informa que, em caso de divergência, prevalecerá a política mais restritiva para todo o itinerário.

Com a proximidade do prazo de 1º de outubro, a aérea intensificará campanhas de comunicação em aeroportos, canais digitais e notificações em bilhetes eletrônicos, buscando evitar surpresas no embarque e garantir a adoção plena da nova diretriz de segurança.

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Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
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