A U.S. Travel Association intensificou a mobilização junto ao Congresso e ao governo norte-americano para derrubar ou limitar a chamada Taxa de Integridade de Visto, fixada em US$ 250. A cobrança, que elevaria o valor total do visto de não imigrante dos atuais US$ 185 para aproximadamente US$ 435, foi oficialmente adiada por tempo indeterminado, mas permanece prevista em lei. Sem data estipulada para entrar em vigor, a medida depende agora de decisão do Executivo para ser aplicada ou descartada.
No comunicado mais recente, a associação que representa empresas aéreas, hotéis, locadoras de veículos, operadoras de turismo e demais segmentos do setor reiterou o pedido de adiamento indefinido da taxa. Além de postergar a cobrança, o grupo pressiona por um projeto legislativo que revogue integralmente a nova exigência ou, ao menos, reduza o número de requerentes obrigados a pagá-la.
Contexto da taxa
A Taxa de Integridade de Visto foi aprovada no mesmo pacote orçamentário que destinou recursos para enfrentar o represamento de solicitações na rede consular dos Estados Unidos. Embora a lei tenha sido sancionada, o texto não definiu um cronograma. Dessa forma, cabe ao governo estabelecer se a cobrança será implementada e quando. Até o momento, as autoridades não divulgaram qualquer previsão.
Se a taxa tivesse sido ativada já em outubro, como chegou a ser ventilado, o custo do visto quase dobraria, cenário que gerou preocupação imediata em mercados emissores relevantes, entre eles o Brasil. O país figura tradicionalmente entre os dez principais geradores de visitantes para os Estados Unidos, e alterações de preço costumam impactar o volume de solicitações.
Papel da U.S. Travel
A associação sustenta que o aumento de despesas para o turista pode restringir viagens de lazer e negócios, afetando diretamente companhias aéreas, meios de hospedagem, locadoras e atrações turísticas norte-americanas. O comunicado ressalta que, antes de recorrer a uma nova tarifa, o governo dispõe de US$ 517 milhões já autorizados pelo Congresso para acelerar o processamento de vistos. Os valores contemplam contratação de pessoal e aquisição de tecnologias com o objetivo de reduzir o tempo de espera para entrevistas consulares.
Segundo a entidade, a utilização plena desses recursos seria suficiente para melhorar o fluxo de atendimento nos postos diplomáticos, tornando desnecessária a criação de uma cobrança adicional sobre o solicitante. Por esse motivo, o setor propõe que o governo concentre esforços na aplicação do orçamento aprovado em vez de transferir a conta para viajantes individuais.
Repercussão entre empresas e consumidores
Operadores de turismo, companhias aéreas e redes hoteleiras acompanharam o anúncio do adiamento com cautela. Agentes de viagens relataram aumento de dúvidas de clientes sobre possíveis custos extras, embora o processo atual continue seguindo o valor de US$ 185. Enquanto a taxa não é aplicada, operadoras mantêm campanhas de venda de bilhetes aéreos, hospedagens e pacotes, mas seguem monitorando a tramitação legislativa nos Estados Unidos.
Empresas com forte presença no mercado brasileiro argumentam que a elevação do preço de emissão pode desencorajar turistas que planejam viagens familiares ou de curta duração. A expectativa é de que, caso a taxa seja definitivamente cancelada, se preserve a competitividade do destino norte-americano em relação a outros países que concorrem pelos mesmos viajantes.

Imagem: pvproductions via brasilturis.com.br
Próximos passos em Washington
Até o momento, o governo não apresentou cronograma para retomar o processo de regulamentação da cobrança. Nos bastidores, parlamentares vêm sendo abordados pela U.S. Travel Association para apoiar projetos que modifiquem ou revoguem o dispositivo. A entidade argumenta que a proposta contraria a meta de impulsionar o turismo internacional, segmento considerado estratégico para a economia dos Estados Unidos.
Enquanto a discussão avança, interessados em obter o visto de turismo ou negócios continuam submetendo suas solicitações com base no valor atual. A recomendação de agências especializadas é acompanhar comunicados oficiais do Departamento de Estado norte-americano para verificar eventuais mudanças de preço.
No cenário legislativo, a possibilidade de uma votação sobre a eliminação da taxa ainda não tem data definida. Analistas do setor lembram que o tema pode ganhar destaque em períodos de revisão orçamentária, quando congressistas avaliam receitas e despesas do governo federal.
Como fica o viajante brasileiro
Para quem planeja visitar os Estados Unidos nos próximos meses, nada muda por enquanto. A taxa consular segue em US$ 185, e a isenção para menores de 14 anos e maiores de 79 permanece válida. Caso o Executivo decida implementar a Taxa de Integridade de Visto no futuro, um aviso prévio deverá ser publicado nos canais oficiais.
Enquanto isso, companhias aéreas e operadoras mantêm ofertas de passagens, aluguel de veículos, hospedagens e pacotes turísticos. Interessados podem conferir oportunidades de economia nos links abaixo:
A U.S. Travel Association afirma que continuará acompanhando o tema de perto e atualizando o mercado à medida que o debate legislativo evoluir. Até que uma decisão definitiva seja tomada, a cobrança adicional de US$ 250 segue suspensa.




