O sistema de transporte público de Londres enfrenta forte paralisação desde segunda-feira, 8 de setembro, quando aproximadamente 10 mil funcionários filiados ao sindicato RMT iniciaram uma greve que mantém quase toda a London Underground fora de operação. A mobilização, motivada por negociações salariais que incluem a reivindicação de redução de jornada, deverá se estender até a noite de quinta-feira, 11 de setembro, com reflexos previstos para o início da manhã de sexta-feira, 12 de setembro.
Serviço comprometido na maioria das linhas
Segundo a Transport for London (TfL), nove das principais linhas do metrô — Bakerloo, Central, Circle, District, Hammersmith & City, Jubilee, Metropolitan, Victoria e Waterloo & City — permanecem totalmente suspensas. A linha Piccadilly opera apenas entre South Harrow e Hammersmith, enquanto a Northern apresenta atrasos pontuais. A TfL informa que a reabertura completa está programada para começar às 8h de sexta-feira, com expectativa de normalização gradual até o meio da manhã.
Impacto em outras redes ferroviárias
A paralisação não se limita à Underground. O Docklands Light Railway (DLR), que liga a região de Docklands e o aeroporto London City, ficará totalmente parado nos dias 9 e 11 de setembro devido a uma greve separada. Já a Elizabeth Line opera com horários alterados entre Whitechapel e Bond Street nos dias 10 e 11 de setembro, comprometendo conexões em pontos-chave do centro da capital.
Consequências para quem viaja a aeroportos
Com o metrô indisponível, passageiros que precisam embarcar ou desembarcar em aeroportos londrinos têm sido orientados a sair com antecedência e buscar rotas alternativas:
- Heathrow – A opção mais indicada é a Elizabeth Line, que passa por estações centrais como Paddington, Farringdon e Liverpool Street. O Heathrow Express segue operando, mas liga apenas Heathrow a Paddington.
- Gatwick e Luton – A Thameslink mantém ligações diretas a partir das estações London Bridge, Blackfriars, Farringdon e St Pancras. Para Gatwick, o Gatwick Express também segue disponível a partir da estação Victoria.
- Stansted – O Stansted Express continua saindo de Liverpool Street com destino ao aeroporto.
A mesma linha Thameslink é recomendada para quem precisa chegar à estação St Pancras, ponto de partida dos trens Eurostar que conectam Londres a Paris, Bruxelas e Amsterdã. A orientação geral é planejar rotas com maior tempo de deslocamento, já que a demanda por trens de superfície e ônibus aumentou substancialmente.
Shows adiados por falta de transporte
A interrupção quase total da rede subterrânea provocou ajustes em eventos com grande público. O grupo britânico Coldplay transferiu dois concertos previstos para 7 e 8 de setembro no Estádio de Wembley. As apresentações foram reagendadas para 6 e 12 de setembro, após a organização concluir que não seria possível deslocar de forma segura as 82 mil pessoas esperadas em cada noite sem a operação do metrô.

Imagem: Divulgação via brasilturis.com.br
O cantor norte-americano Post Malone também alterou o cronograma de shows marcados para 7 e 8 de setembro no Tottenham Hotspur Stadium. As performances ocorrerão agora em 20 e 21 de setembro, e os ingressos seguem válidos para as novas datas. Quem não puder comparecer poderá solicitar reembolso.
Perspectivas para os próximos dias
Enquanto as negociações entre o sindicato RMT e as autoridades de transporte prosseguem, a TfL monitora o desenrolar da greve para confirmar a retomada total das atividades a partir da manhã de sexta-feira. Usuários do transporte público, viajantes a negócios ou lazer e organizadores de eventos permanecem atentos às atualizações diárias, pois novos ajustes de horário ou serviço podem ser anunciados caso os protestos se prolonguem ou se ampliem para outras categorias.
Até lá, a recomendação oficial é acompanhar os canais de informação da TfL, verificar alternativas ferroviárias de superfície e considerar opções como táxis, aplicativos de transporte ou aluguel de veículos para trajetos que não possam ser realizados de trem. Para deslocamentos de longa distância, reservar passagens com antecedência e checar horários em tempo real minimiza transtornos em uma semana marcada por significativa instabilidade no sistema de mobilidade londrino.



