Quase metade dos brasileiros já utiliza redes sociais como principal referência no momento de planejar uma viagem dentro do país. A constatação é de um levantamento encomendado pelo Ministério do Turismo ao instituto de pesquisa Nexus, que revela que 49% dos entrevistados consideram plataformas como Facebook, Instagram, X (antigo Twitter) e TikTok a fonte mais importante de informações sobre destinos, hospedagem e atrações turísticas.
Realizado entre 9 e 15 de agosto de 2025, o estudo “Turismo no Brasil – Tendências e Percepções” ouviu 2,5 mil pessoas com 16 anos ou mais nas 27 unidades da federação. A amostra apresenta margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O resultado indica que as recomendações digitais superam, ainda que por pequena diferença, o tradicional “boca a boca”: 45% dos consultados apontam familiares e amigos como recurso preferencial na definição do próximo roteiro.
Segundo o Ministério do Turismo, o avanço das redes demonstra a necessidade de presença constante dos destinos brasileiros no ambiente on-line. A pasta avalia que fotos, vídeos curtos e relatos compartilhados em tempo real estimulam decisões rápidas e democratizam o acesso a informações, ampliando a visibilidade de localidades que antes dependiam exclusivamente de material impresso ou horas de pesquisa em sites especializados.
O perfil dos viajantes que mais recorrem às plataformas digitais apresenta predominância de jovens: 63% têm entre 16 e 24 anos. Entre esse grupo, há ligeira maioria feminina (52%) e elevado índice de escolaridade, com 59% cursando ou já graduados no ensino superior. Esses dados reforçam a ideia de que o hábito de buscar inspiração para viagens está alinhado à familiaridade tecnológica e ao consumo de conteúdos em formato audiovisual.
Apesar da liderança das redes sociais, outras fontes continuam relevantes. Sites e blogs especializados em turismo são citados por 21% dos entrevistados, enquanto agências de viagens e operadoras respondem por 20%. A coexistência desses canais indica que, embora a internet concentre a atenção do público, há espaço para consultorias tradicionais e conteúdo aprofundado oferecido por publicações segmentadas.
No recorte de destinos mais desejados, o Nordeste desponta com ampla vantagem. Fernando de Noronha (PE), Porto de Galinhas (PE) e os Lençóis Maranhenses (MA) formam o trio de locais que mais despertam interesse para futuras viagens. A lista segue com Salvador (BA), Gramado (RS), Foz do Iguaçu (PR) e Maragogi (AL), evidenciando a diversidade regional que caracteriza o turismo interno.

Imagem: Divulgação via brasilturis.com.br
A pesquisa investigou também o tipo de experiência buscada pelos viajantes. O turismo de sol e praia aparece em primeiro lugar, mencionado por 62% dos participantes. Em seguida vêm as motivações religiosas ou espirituais, com 18%, e os roteiros culturais ou históricos, que somam 14%. O Ministério do Turismo interpreta esses números como indicativo da força das belezas naturais brasileiras aliada a um crescente interesse por vivências temáticas.
Na avaliação da pasta, os dados reforçam a estratégia de intensificar a divulgação oficial de atrativos nos canais digitais. A iniciativa inclui a produção de conteúdo próprio, parcerias com criadores influentes e campanhas que valorizem tanto destinos consolidados quanto regiões ainda pouco exploradas. Segundo o órgão, ampliar a presença on-line ajuda a distribuir fluxos turísticos de forma mais equilibrada e estimula a economia local.
Com o protagonismo crescente das redes, o Ministério do Turismo pretende acompanhar tendências tecnológicas e de comportamento para atualizar campanhas e políticas públicas. A intenção é garantir que informações confiáveis alcancem potenciais viajantes de maneira rápida, mantendo a competitividade do mercado interno e destacando a diversidade cultural, ambiental e histórica do Brasil.



