Vinci Compass adquire participação majoritária no Aeroporto do Galeão e mira controle total em 2026

Leonardo Monteiro

O Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, passará por uma nova reorganização societária após 12 anos de concessão. A gestora de investimentos Vinci Compass firmou acordo para adquirir 70% da participação da singapurense Changi Airports International na RIOgaleão, empresa responsável pela operação do terminal desde 2013.

Alteração acionária

Com a transação, a fatia da Changi cai de 51% para 15,3%. A Vinci Compass ingressa no quadro com 35,7%, tornando-se a maior acionista privada imediatamente após a conclusão do negócio. A Infraero permanece com os 49% já detidos desde o início da concessão.

O acordo ainda precisa do aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Somente depois dessas aprovações o novo arranjo societário entrará em vigor.

Próximo leilão em 2026

A parcela da Infraero, correspondente a 49% do capital, está incluída em leilão previsto para o primeiro trimestre de 2026. O edital estabelece valor mínimo de R$ 932 milhões e concede ao vencedor o direito de explorar o aeroporto até 2039. Há entendimento entre concessionária, Tribunal de Contas da União (TCU), Anac e Ministério de Portos e Aeroportos para que a Changi apresente pelo menos uma proposta, mecanismo que tende a simplificar a vitória da Vinci Compass. A possibilidade de assumir o controle total depois da licitação foi considerada fator determinante para a entrada da empresa na sociedade.

Crescimento de demanda

O Galeão registra aumento de movimento desde que o governo federal limitou a quantidade de voos no Aeroporto Santos Dumont. A realocação de operações domésticas incrementou o fluxo no terminal internacional e reforçou a sua posição na malha aérea brasileira. De acordo com relatório de oferta e demanda da Anac, o aeroporto atendeu quase 10 milhões de passageiros entre janeiro e julho de 2025, expansão de 25% em relação ao mesmo período de 2024. Atualmente, o terminal fica atrás apenas de Guarulhos e Congonhas, ambos em São Paulo, no ranking nacional de passageiros.

Apesar do bom momento, a trajetória até aqui incluiu desafios. A concessão iniciada em 2013 enfrentou a saída da Odebrecht do bloco original, o impacto da pandemia de covid-19 e a concorrência direta com o Santos Dumont. A crise sanitária desencadeou a busca da Changi por um comprador para parte de sua posição, processo concluído agora com a chegada da Vinci Compass.

Expansão de rotas internacionais

O aumento das conexões domésticas reforçou o potencial de alimentação para voos de longa distância. Entre os anúncios mais recentes de companhias aéreas estão:

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Imagem: melhoresdestinos.com.br

• Air Transat – estreia de operações entre Rio de Janeiro, Toronto e Montreal em fevereiro de 2026;
• JetSmart – início da rota Rio de Janeiro–Assunção em 9 de janeiro de 2026;
• Gol – lançamento da frequência Rio de Janeiro–Mendoza a partir de 3 de janeiro de 2026;
• Latam – ampliação de frequências para Lima, no Peru, já em vigor;
• Boliviana de Aviación (BoA) – implementação de voos para Santa Cruz de la Sierra ainda em 2025.

A perspectiva é de que a maior disponibilidade de passageiros de conexão continue incentivando novas ligações internacionais, fortalecendo o hub carioca.

Próximos passos

Com a aprovação regulatória pendente, a Vinci Compass assumirá participação relevante imediatamente e, se confirmar presença no leilão de 2026, poderá alcançar o controle integral do Galeão até o fim da década. O contrato vigente mantém a concessão até 2039, prazo em que a nova estrutura acionária terá de equilibrar investimentos em infraestrutura, expansão de rotas e atendimento à demanda crescente.

Enquanto o processo avança, o Galeão segue operando com foco na recuperação do tráfego e na diversificação de destinos, sustentado por decisões regulatórias que redistribuíram voos na capital fluminense e por iniciativas das companhias aéreas para explorar oportunidades de mercado.

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Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
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