Dez destinos que concentram o melhor do outono no Brasil e no exterior

Leonardo Monteiro

O período de transição entre verão e inverno oferece clima ameno, menor fluxo de visitantes e paisagens marcadas por folhas em tons quentes. Com base nessas condições, operadores de turismo elencaram dez lugares indicados para quem pretende viajar no outono, cinco dentro do Brasil e cinco fora do país.

Opções nacionais

Gramado e Canela (RS) concentram as características mais tradicionais da estação no Sul. A partir de abril, plátanos colorem as avenidas, a temperatura cai e restaurantes passam a destacar fondues e chocolates. A proximidade do Vale dos Vinhedos favorece passeios a vinícolas.

Chapada Diamantina (BA) recebe menos chuva entre fim de março e início de junho. O período mantém bom volume de água em cachoeiras como a da Fumaça e no Poço Azul, enquanto trilhas do Vale do Pati ficam mais acessíveis por causa do solo seco.

Jalapão (TO) torna-se mais indicado a partir de maio, quando a estiagem melhora a trafegabilidade das estradas de terra. A visibilidade dos fervedouros aumenta e atrações como a Cachoeira da Velha e as dunas podem ser visitadas com menor incidência de nuvens.

Campos do Jordão (SP) registra noites frias já em abril, mas sem as multidões do pico de inverno. Durante o dia, visitantes percorrem o Parque Estadual e o Museu Felícia Leirner, enquanto à noite os restaurantes de Capivari oferecem cardápios de montanha.

Foz do Iguaçu (PR) alia temperaturas entre 20 °C e 25 °C a bom nível de água no Rio Iguaçu. O clima menos úmido facilita a caminhada pelas passarelas do Parque Nacional e mantém atrações de aventura, como o passeio de bote, confortáveis para o público.

Opções internacionais

Mendoza (Argentina) vive a fase pós-colheita de uvas de março a maio. Nesse intervalo, vinhedos assumem tons vermelhos e ocres, enquanto roteiros de bicicleta entre bodegas incluem degustações de Malbec aos pés da Cordilheira dos Andes, já com cumes nevados.

Patagônia argentina, representada por Bariloche, San Martín de los Andes e El Calafate, apresenta bosques de lengas e ñires coloridos antes da chegada da neve. O clima frio e seco favorece trekkings ao Monte Fitz Roy e navegação pelo Glaciar Perito Moreno.

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Imagem: Redação CVC via cvc.com.br

Nova York (Estados Unidos) exibe folhagens alaranjadas de meados de setembro a novembro. A diminuição da umidade facilita caminhadas pelo Central Park e pelo High Line, além de visitas a museus com temperaturas externas entre 10 °C e 18 °C.

Paris (França) retoma rotina menos turística após o verão europeu. Jardins como os de Luxemburgo ganham tapetes de folhas, e a luz dourada do fim da tarde destaca pontos como o Rio Sena e os bulevares, enquanto termômetros variam de 8 °C a 15 °C.

Kyoto (Japão) é o centro do momijigari, observação de folhas vermelhas, entre outubro e novembro. Bordos tingem templos e santuários, e o clima, em torno de 12 °C, permite percorrer jardins históricos usando quimonos tradicionais alugados no local.

Por que a meia-estação é recomendada

Além de conforto térmico, o outono costuma reduzir preços de hospedagem e filas em atrações. Para viajantes interessados em ecoturismo, trilhas se tornam mais seguras pela menor incidência de chuvas, enquanto destinos urbanos oferecem agenda cultural sem o calor excessivo do verão.

Os roteiros citados contemplam desde degustação de vinhos a atividades de natureza, possibilitando combinar diferentes perfis na mesma viagem. A escolha leva em conta disponibilidade de voos, alternativas de locomoção terrestre e oferta de estruturas de apoio.

Serviços relacionados

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Me chamo Leonardo Monteiro, Graduado em Gestão Comercial e proprietário do Instituto Brasileiro de Ensino Técnico e Profissionalizante (IBETP), que já formou mais de 10 mil alunos desde 2015. Casado com Cristiane Mariele, sou pai da Mariana e da Julia.Carioca de nascença, atuei por mais de uma década como auditor de ativos e gestor no setor farmacêutico, viajando pelo Brasil entre 2009 e 2022. Apesar da rotina intensa, foi só mais tarde que descobri o prazer de viajar com propósito: sem pressa, com emoção e liberdade.Hoje, além de educador, compartilho experiências autênticas que unem conhecimento, inspiração e transformação.
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